
O papel em branco à sua frente. O que escrever? Como começar? Esses são os questionamentos mais utilizados por nós meros escritores iniciantes e até mesmo por aqueles considerados os grandes dominadores desta arte. Muito se tem falado sobre o assunto. Inúmeras são as receitas para sanar tal problema, mas a verdade é que, mesmo existindo toda aquela famosa “pressão” por parte dos gramáticos, a arte do bem escrever ultrapassa o campo das regras e comunga da boa e velha inspiração. Mas apenas isso não basta.
O bom escritor deve, primeiramente, saber o cunho de seus textos – para quê e para quem escrever. Escrever apenas para preencher algumas linhas de uma folha, sem uma intenção é, com certeza, algo feito em vão. Para isso há uma necessidade de se apaixonar por um determinado assunto, pesquisar sobre ele e tentar pelo menos provocar no leitor a curiosidade sobre o mesmo para que ele queria embebedar-se das idéias do autor e formar as suas.
O bom texto – aquele que é objetivo, que não faz rodeios - provoca no leitor um verdadeiro diálogo. Ele – o leitor - fala, chora, xinga, reclama, mas jamais consegue ficar sem virar a página. Tudo isso, fruto de um verdadeiro processo criativo, autônomo, intenso, que por muitas das vezes simplesmente flui da inspiração como um passe de mágicas e por outras, nasce da transpiração, de um trabalho árduo.
Em suma, escrever é uma verdadeira arte que para ser completa necessita de um indivíduo que lhe dê vida. Não falo da mão que escreve, mas dos olhos que lê. Todo autor antes de dar os seus primeiros rabiscos precisa ter em mente quem terá o privilégio de contactar com seus textos e a sensibilidade de adequar a sua escrita àquele que vai dialogar com ela, “pois sem a consciência de um leitor vivo, o que o autor escreve morrerá em sua página”.
By Marcella Pires

Um comentário:
Você, Marcella, tem a sensibilidade e o talento para atrair, tocar e conquistar leitores. Cativou-me ainda mais.
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