
Escrevo quando as aflições são grandes e o coração é pequeno.
Escrevo para não chorar, para não mais querer sofrer.
Escrevo quando tudo parece difícil,
quando o mundo não quer me entender e atender.
Escrevo porque quero e preciso ser ouvida.
Escrevo porque reconheço o poder das palavras.
Só não escrevo quando as palavras não conseguem traduzir o que sinto.
Aí fico reticente
...
Fico reticente
porque a vida deve continuar,
porque as palavras vêm e vão,
porque estou em transformação.
Transformo-me
para não ter “aquela velha opinião formada sobre tudo”,
para sentir-me preparada para as diversas reações ao surgirem as críticas.
para viver, errar, tropeçar, cair
e ESCREVER.
By Marcella Pires

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