sexta-feira, 28 de março de 2008

Eu? Feminista?



Dizem que o futebol é coisa para homem e que mulher só entende de assuntos frágeis, delicados...

Na quarta-feira passada tive a oportunidade de ver na Globo um trio de arbitragem, digo um quinteto, composto exclusivamente por mulheres. Na ocasião, o Flamengo, atual campeão Carioca, disputou a partida com o Friburguense, time que se destaca por atuar de forma exemplar dentro de casa e que tenta complicar a vida dos grandes clubes quando joga em outros estádios.

Apesar de todo o seu prestígio, o Mengão, que jogou no Maracanã, teve dificuldades para golear o time de Nova Friburgo. Está certo, não torço para o Flamengo, “sou tricolor de coração, sou do clube tantas vez campeão”. Mas isso não influencia em nada na minha posição como telespectadora de uma partida de futebol. E olha que eu nem torci contra o Fla...

Voltando ao assunto que realmente interessa, “as meninas do apito, das bandeiras e das anotações” fizeram todo um ritual antes de entrar em capo: maquiagem, cabelo, oração. Coisa de mulher, entende? E fizeram ainda mais: marcaram faltas, falaram com firmeza, não deixaram os duros homens, jogadores, opostos do sexo frágil, intimidarem-nas. Foi muito lindo de se ver. E mais lindo ainda foi ver a entrega de buquês compostos por rosas vermelhas realizado pelo menos feio dos jogadores da equipe do Flamengo: o Fábio Luciano.

Detalhe: tudo eram flores antes da partida, mas foi só a árbitra Simone Xavier marcar a sua primeira falta que o xingamento de costume começou e com ele veio o cartão amarelo... quem ousaria repetir o gesto de Cristian, jogador do Flamengo? Só mesmo o Felipe Marques e Elan, ambos do Friburguense.


Se levarmos em consideração que a postura da arbitragem muitas vezes influencia a partida e torna-se até mesmo decisiva no que tange aos conflitos entre os jogadores, seria mais vantajoso e pacífico se existisse somente mulheres apitando um jogo. Não que sejamos mais honestas ou nunca nos deixamos corromper, mas acontece que a mulher tem um sexto sentido que nenhum homem tem, tampouco terá. Pretensiosa? Eu? Jamais.

Quando pensaríamos que mulher e futebol teriam um casamento perfeito? Os tempos mudaram e mudaram para melhor. A mulher brigou, lutou, e ainda luta para conseguir o seu espaço. Mas enquanto algumas vestem a camisa da independência, outras pegam carona nela e acham que casar-se, ter filhos, trabalhar em casa e fora dela é coisa fácil. Despreparadas profissionalmente e psicologicamente, não têm sucesso nem na vida pessoal – que é a base – nem na profissional que é um complemento.

A realidade é única: cada um nasce para ser bom em uma coisa. Algumas nascem para empresariar com sucesso, outras para fazer uma receita de bolo irretocável.... e outras para serem árbitras de futebol.

Antes o futebol era coisa para homem. E agora?

By Marcella Pires

quinta-feira, 27 de março de 2008

“...escreva sobre você, adoraria ler...”



É impressionante o fascínio das mulheres pelos chocolates. Branco, preto, amargo, com flocos, chocolate com biscoito, tipo Serenata de amor. Hummmm... Bom demais (para não dizer como os gramáticos, demasiadamente).

Certa vez, ela, chocólatra convicta, esperava pelo ônibus.
O famoso “busu” das 17 horas, que nunca estava na rodoviária em seu horário, resolveu ser pontual naquele dia. Ela, coitadinha, com sua mania de chocolates, estava numa bomboniere comprando... Ah! Não quero ser redundante, tampouco prolixa, mas a palavra chocolate... Hummmm... dá uma vontade de comer.... É, isso mesmo, ela foi comprar chocolates e simplesmente perdeu o ônibus.
Coitada. Estava cansada, com uma vontade imensa de tomar um banho e relaxar... Mas não foi possível, graças a ele. Pensa que a garota ficou triste? Nada... ela simplesmente sorria... sorria e devorava aquele delicioso produto derivado do cacau...

Texto tolo? Talvez. Mas a verdade é que vivemos sempre “compensando coisas”. Se não tenho o carro do ano, vou contentar-me com o meu fusquinha. Se não tenho um bom emprego, vou viver lamentando ou contentar-me com um empreguinho onde não sou respeitada e não tenho o meu trabalho reconhecido. E ainda: se não tenho um bom parceiro (namorado, noivo, esposo e vive-versa), então vou contentar-me com uma noite de prazer com qualquer um...

(explicando: um bom parceiro – um amigo, companheiro, amante e não uma porteira, um ser humano de quatro patas que só sabe te maltratar).

E o pior dos piores: se eu não tenho um carro do ano, não tenho um companheiro, não tenho um bom emprego, então vou comer CHOCOLATES!

Bom mesmo é comer chocolate dentro de um carro legal, comprado com o dinheiro adquirido num bom emprego e ainda: ao lado do seu amor.

"Chocolate, chocolate. Eu só quero chocolate! Não adianta vir com guaraná pra mim que é chocolate o que eu quero beber!"

By Marcella Pires

quarta-feira, 26 de março de 2008

O que é a Vida?


"... acho que a vida é um processo. É como subir uma montanha. Mesmo que no fim não se esteja tão forte fisicamente, a paisagem visualizada é melhor". Lya Luft


Sempre tive uma imensa vontade de ter o meu blog. Já fiz pesquisas nos mais diversos blogs, seja de amigos, seja das tão badaladas celebridades e percebi que a maioria o faz não só com o objetivo de ter um diário on line, mas para postar fotos.

Para mim, um blog deve ser o lugar onde as pessoas - digo leitores - possam ter acesso a algo que de uma certa forma afetará o seu comportamento. Obviamente não sou nenhuma psiquiatra ou psicóloga, nem tenho a intenção em ser. Mas gostaria que meus textos tivessem um "quê" provocativo, que os fizessem refletir. Refletir principalmente sobre esse imenso e atordoante fantasma chamado VIDA.

Fantasma para uns, presente de Deus para outros. O fato é que as relações humanas estão tornando-se cada vez mais complicadas, confusas. Isso sem pensar nas relações humanas inter-famíliares. Até que ponto somos capazes de perdoar e de nos doar?

Até que ponto?

Por enquanto quero encarar a vida, assim como a fabulosa autora Lya Luft, como uma escalada em uma gigantesca montanha. Sempre com a esperança de deparar-me com um maravilhoso pôr-do-sol.

Tive um insight de uma canção que retrata bem esse lugar:

"Além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra vver em paz. Onde eu possa encontrar a natureza, a alegria e felicidade, com certeza.
Lá neste lugar o amanhecer é lindo..."

Não queiramos saber o que é a vida. Vamos apenas vivê-la.

Cabe a cada um fazê-lo da melhor forma possível, afinal, vai valer à pena a contemplação da paisagem...

By Marcella Pires