terça-feira, 15 de abril de 2008

Diga ‘Não’ à violência


Recordo-me de um passado não tão distante... Nele a violência assumiu um lugar de destaque. Não se ouvia mais falar sobre um outro assunto nas conversas informais, nos bares, esquinas, escolas e no ambiente de trabalho. De uma forma bem pejorativa a mídia divulgava os inúmeros casos. Todos ocorridos nas enormes favelas brasileiras que, diga-se de passagem, estão crescendo consideravelmente, principalmente as do Rio de Janeiro.

Tráficos de drogas. Assaltos. Seqüestros seguidos de assassinatos.

Lembro-me muito bem que assistindo à violência, sentados na poltrona da sala, eu e meus familiares comentávamos que com aquelas reportagens o medo de ir fazer um tour no Rio só se fazia aumentar. Mesmo assim, com toda a realidade transmitida, dura e verdadeira, simultaneamente eram passadas nas grandes emissoras de TV, os famosos folhetins (novelas) divulgando as inúmeras belezas naturais oferecidas pela Cidade Maravilhosa. Não tinha como não querer conhecer aqueles lindos lugares. O desejo passava a ser aguçado. E o medo também.

Pois bem. O Rio era o palco para duas grandes encenações, de estilos distintos: o trágico (nas favelas) e o bucólico/romântico (Zona Sul). Mas a violência espalhou-se, ela não é regalia apenas dos cariocas, como insistem divulgar as mídias (nacional/ internacional). Até São Paulo – a terra garoa – onde quase não ouvimos falar sobre tal problema, atualmente estampa as principais manchetes das colunas policiais.

O tempo não passou muito e a realidade agora já é outra: a violência entrou - sem bater na porta - em nossas casas. Não refiro-me à violência dos programas de TV, dos filmes e seriados, mas à violência verdadeira, as agressões, as barbáries. São filhos maltratando (no sentido mais amplo da palavra) pais e vice-versa. Se antes o mundinho da favela era intocável e o nosso também, agora tudo virou um mundo, eles se confundem. Para comprovar, basta ligar a TV e escolher qualquer um dos canais. Faça essa experiência. Aposto que no noticiário está passando pela milésima vez o caso Isabella Nardoni.

Sensacionalismo ou um manifesto contra a violência liderado pela mídia?

Sinceramente, não gosto de assistir esse tipo de noticiário porque de uma certa forma o telespectador acaba sendo manipulado pela mídia. A realidade é que não tem como não se revoltar com um ato tão covarde. Não importa quem o fez. Mas quando penso que os principais suspeitos são o pai e a madrasta da menina... Prefiro não tecer comentário a respeito.

Seja no Rio, em Sampa, na Colômbia ou em Bagdá. Não o importa onde ela – a violência - está, o que importa mesmo é que tudo isso é fruto do descaso. Descaso com a fé (quem ainda crê que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus?). Descaso com a política (quem de fato analisa o perfil do seu candidato e vota pensando no bem coletivo?). Descaso com a vida... Vida que vem sendo fragmentada aos poucos...

VIDA... VID... VI... V... o que restará?


By Marcella Pires

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pensamento positivo


Muitas são as teorias para acabar com os obstáculos que aparecem em nossas vidas. Em O Segredo (não sei o nome do autor, tampouco li o livro, mas assisti ao filme), estudiosos defendem o seguinte: tudo o que somos é fruto do poder do pensamento. Ou seja, se pensamos positivo, só obteremos bons resultados, isso a “grosso modo”, obviamente.

Certo dia, saí de casa para ir ao dentista antes do trabalho. Confesso que já saí preocupada, com receio de perder o ônibus. E foi exatamente o que aconteceu, fui atendida e faltando cerca de dez minutos para o ônibus sair, corri para a rodoviária. Consegui chegar a tempo? Claro que não. E olha que consegui até uma caroninha...

Posso dizer que isso aconteceu porque já saí de casa achando que não ia dar tempo? Sinceramente, não acredito, mas também não descarto a possibilidade. Tem dias que desejo tanto comer um hambúrguer e quando meu namorado chega lá em casa com aquele lanche maravilhoso e uma Coca-Cola estupidamente gelada, paro e penso: “Alguém ouviu o meu pensamento (positivo)”. Por que não iriam ouvir também os meus negativos?

E o pior é que estão levando essa história a sério. Para se ter uma noção, no jogo de ontem (Flamengo x Cienciano) pela Libertadores, meus colegas de trabalho falaram durante o dia inteiro que o timinho não iria conseguir vencer o adversário. Não sou flamenguista, mas digo que ainda bem que a torcida – considerada uma das maiores – é composta também por pessoas que também pensam positivamente. E o resultado? Três golzinhos para a alegria dos urubus...

Mesmo com toda aquela altitude, mesmo com tanto obstáculo, o Mengão conquistou a classificação no campeonato. Então, galera, vamos pensar positivo. Vamos pensar que a vida vai melhorar, que as pessoas vão ser menos egoístas e hipócritas. Vamos pensar que nós, seres humanos, vamos ter mais cuidado com o que falamos e fazemos. E pensar somento não basta. Vamos ser. Vamos agir. Vamos fazer!

Ps: se tivessem feito o “dever de casa”, assim como o Flusão fez, o Fla não teria passado o tamanho sufoco. Talvez a adversidade tenha feito o grande time carioca aprender que pensar positivo é bom, mas não se pode contar com a sorte sempre.

Abraços para todos os flamenguistas, em especial os doentes: Kadu, Athur, Duda, Flavinha, Marconi (primo), Valmir (meu amor) e, é claro, o nosso querido Padre Wilton que sugeriu o tema.

By Marcella Pires

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Ah, o amor...



A internet tem sido uma grande aliada para o estreitamento de relacionamentos. Seja de amizade, seja de intimidade. Tenho me surpreendido com tantas coisas. Uma delas é com a minha capacidade de ouvir – digo ler – os tantos casos de tentativas de conquista, umas bem sucedidas, outras nem tanto. Confesso que a virtude da paciência não veio no pacote das inúmeras qualidades que me foram concedidas. Ninguém é perfeito...

Dentre os tantos casos contados via MSN, dois foram os que mais me chamaram atenção. (Podem ficar tranqüilos, meninos, não vou relevar o nome de vocês, prometo).

Caso 1: Ele, pessoa considerada de gênio difícil, encantou-se por ela. Troca de olhares foram inevitáveis no início de tudo, até que o cara resolveu “partir para o ataque”. Foi então que o cidadão armou uma excelente estratégia: presenteou a presa com seu maior vício: morangos! Mas ele não foi insensível de ir ao supermercado e comprar uma caixa de morangos e entregar a ela. Ele expôs o seu romantismo, fez uns cartões super criativos. Enfim, usou todas os artifícios que deixaram qualquer mulher, no mínimo, encantada. Você deve estar perguntando: “Ele conseguiu, né?”. Infelizmente (ou felizmente para ele) a operação não foi um sucesso. A doida não aceitou o pedido de namoro e, ainda sim, ele diz que está tudo bem...

Caso 2: Ele, muito amigo dela, está aos poucos cultivando em seu coração um dos mais nobres sentimentos: o encantamento. Sabe aquele casal de amigos que você analisa e diz que tem tudo a ver? Então, são eles. Enquanto o rapaz investe, a mocinha esquiva-se, foge. Mas um não vive sem o outro. E ainda: ele faz de tudo para estar com ela, mas quando questionado sobre o seu sentimento por ela, apenas nega. “Ih, deixa isso pra lá, eu não queria mesmo...” Em contrapartida, seu MSN vive com declarações dramáticas e alguns comentários questionando sobre o amor...

O curioso é que em nenhum dos casos citados existem pessoas comprometidas. As mulheres do mundo inteiro reclamam a falta de homens. Mas quando encontram rapazes interessantes, dispostos a admitir o que sente e assumir um compromisso, elas simplesmente não aceitam. Não sou a favor da manutenção de um relacionamento sem sentimento só para não ficar sozinha, mas levanto a bandeira do “Vamos tentar!”. Porque a vida é dura demais conosco e tentar ser feliz é muito bom!

Ficam as mulheres de um lado fazendo pouco caso dos homens e vice-versa.

Já perceberam que quando o homem sofre por amor ou por algum outro sentimento mais forte, ele quase pira? O mais engraçado é quando ele faz-se de duro, de esnobe, dizendo que nada está acontecendo com ele. Ora, as tantas vezes que sofri, sofri de verdade. Chorei, fiquei deprimida, amanheci com os olhos inchados de chorar, não desviei o olhar quando encontrava o causador do meu sofrimento. Simplesmente deixei o meu lado sensível transparecer. Gente, isso é simplesmente lindo. Não o sofrimento, mas você reconhecer que, por trás desta couraça adquirida com os altos e baixos da vida, ainda existe sensibilidade. Ainda existe algo que te faz parar, analisar e ver que você ainda está vivo. E o melhor: saber que você caiu, mas em seguida levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima.

Não importa qual o nome daquilo que você está sentindo, se é paixão, encantamento, amor... O importante mesmo é saber que estamos neste mundo com a missão de ser feliz e de felicitar aqueles que estão ao nosso redor. E mais: o importante é assumir o que você sente. E aí? Você tem coragem?

By Marcella Pires