segunda-feira, 18 de agosto de 2008

“Meu voto não tem valor, tem conseqüências”


Em outubro, cerca de 130 milhões de eleitores vão escolher os representantes do executivo e do legislativo dos 5565 municípios brasileiros. Nessa disputa é estratégico e cada vez mais importante tornar a campanha eleitoral um instrumento de apresentação do perfil do candidato, de suas idéias e suas propostas para os municípios. Falando assim, parece algo redundante, afinal, que outro propósito teria uma campanha se não fosse para tal finalidade?

Infelizmente existem candidatos que apostam a corrida eleitoral lançando mão de argumentos que beneficiem os eleitores de forma individual, como a troca de favores. Uns compram votos e até mesmo fazem trocas do mesmo pelas famosas dentaduras, o famoso imediatismo. Compram o seu voto agora, para, mais tarde, se eleitos forem, não ter aquela famosa “pedra no sapato”, chamada eleitor, fiscalizando seu mandato.

Ainda sim, conseguimos nos deparar com realidades diferentes, como aquela de candidatos que acreditam que o bem-estar coletivo é a melhor forma para se pensar no progresso de uma cidade. Candidatos inteligentes, antenados, articulados, que, fazem de seu comício um verdadeiro palco para apresentar suas metas. O comício foi feito exatamente para isso e por isso. Essa história de fazer comícios para tentar se tornar forte nos defeito do candidato adversário é covarde e só comprova que esse tipo de postura é, de fato, de um político mesquinho, que não tem o que dizer, o que mostrar em seu favor.

A melhor forma para analisarmos e avaliarmos qual candidato possui o melhor perfil para administrar um município, um estado ou um país, primeiramente, é, sem sombra de dúvidas, o debate. Num debate eleitoral é o “cara a cara” que funciona. Não existe assessor para escrever ou dizer no ouvido qual resposta deve ser dada. É o momento em que se pode testar a capacidade intelectual e, principalmente, o psicológico de ambos. Alguns mal conseguem conversar civilizadamente. Outros, por sua vez, são verdadeiros cavalheiros. E aí fica um questionamento: o que isso pode representar para o eleitor quando um determinado candidato não topa participar de um debate? São inúmeras as respostas para determinada questão: Ele não está preparado para governar seu município. Ele pode não estar preparado para “bater de frente” com o seu concorrente.

Disso tudo, uma coisa fica evidente: com certeza, fugir de um debate só vai somar à imagem do mesmo uma série de pontos negativos. Quem gostaria de ter como representante, um covarde que mal sabe conversar? Fico imaginando numa dessas viagens para Brasília, no meio daqueles colarinhos brancos e todos ali esperando que o “prefeito” exponha as necessidades de seu município e o pobre coitado não consegue dizer uma palavra sequer. Parece coisa surreal, mas acontece. E como acontece!

Nestas Eleições, torço para que a democracia vença. Pode parecer piegas, mas é a verdade. As pessoas já estão saturadas de promessas não cumpridas, De discursos vazios de emoção e de verdade. Nós precisamos e merecemos de dignidade e de cuidados com as necessidades básicas para o bom funcionamento de um município: Saúde, Educação e Infra-estrutura.

Quero um prefeito que saiba quando e como dizer a melhor palavra e que saiba também tomar a melhor decisão. Porque é dele que depende o meu futuro, o futuro do meu município e quiçá dos meus filhos. Quero o melhor para a minha cidade porque esse melhor naturalmente será refletido sobre a vida de minha família, dos meus queridos, dos meus irmãos.